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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SALVEM CAMPOS DO JORDÃO...



É de longa data que observamos o desamparo a admirável CAMPOS DO JORDÃO. Não pondero a propósito da cidade, mas do povo que aqui vive. Há muitos anos que a cidade acondiciona em torno da temporada de inverno, prontamente, regula em torno do turismo. O que nos parece justo, visto que, Campos do Jordão foi esculpida por DEUSES DA ARTE. No entanto, e os Jordanenses? Existimos com precários recursos, deslembrados por meio das astúcias públicas e, muitas vezes, aprisionados por empregadores sedentos por dinheiro.
Não há ausência de tradição, não falta ocupação: FALTA HUMANIDADE. Necessitamos refletir a respeito do nosso povo com benevolência e acatar as diferenças em meio a cada individualidade.
É o momento de ser afável entre nós mesmos e não unicamente com turistas; É a ocasião do poder público ponderar a propósito da saúde com severidade; no individuo que permanece na essência de cada garçom, recepcionista, mensageiro, balconista, enfim, de todos que constituem essa suntuosa cidade; É a oportunidade de considerar Campos do Jordão como uma identidade singular e não como um comércio de endinheirados para empresários.
Nesses tempos, que julgo, pós-contemporâneos, estamos sucessivamente correndo, sem tempo para observar as generosidades que nos cercam. Refiro-me as formosuras naturais, e não as adquiridas com o dinheiro para ornamentar a cidade para os tais turistas. Deste modo, insisto para um despertar do povo, ponderando novos mecanismos, inventando um mundo melhor a nossa volta. Persisto, ao mesmo tempo, em um “caráter humanitário” do poder público, cunhando um entusiasmo inusitado.
Deste modo, apresentaremos uma sociedade atrelada, forte em todos os seus limites e, sobretudo, JUSTA. Virtude essa que muita gente não sabe nem definir: nem o povo, pois é vítima, nem os políticos, pois, além de desonestos, são corruptos estúpidos. Que me interessa não é generalizar, mas podemos asseverar isso da maior parte desses políticos.
É tempo de uma revigorada CAMPOS DO JORDÃO, e como isso não se produz do por do sol para o alvorecer, abanquemos em nós mesmos, de forma vagarosa, mas persistente. Puramente refletindo e pelejando por mais dignidade e honestidade.
Alécio Marinho de Brito Junior

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O belo e o Sublime - Arthur Schopenhauer - Percepção ou insensatez?

Ao examinarmos a obra “O mundo como Vontade e Representação”, devemos considerar que a Ética, a Metafísica e a Estética, são, na verdade, aspectos distintos de um mesmo objeto, onde se organizam atrelados no pensamento genial de Arthur Schopenhauer.
A partir de um exame detalhado da Metafísica Shopenhauriana, entraremos no campo da ética, esclarecendo a negação da vontade de viver: o “querer-viver” é a raiz de todos os males do universo, de todo sofrimento humano e o fim ao qual tende a natureza. Entretanto, um dos modos para abordar essa “moral” é transpondo o Juízo Estético, ou seja, através da contemplação do Belo e do Sublime que atingimos a liberdade, a princípio enganosa e movida pelas paixões inconscientes, nunca saciadas. Enfim, é a busca para libertação dos efeitos deletérios do mal, inerente à existência humana.

"Através desse movimento o Gênio penetra a interioridade do mundo e nele descobre a quietude, a claridade e a serenidade da realidade ideal. Assim a contemplação da Arte, levará o sujeito a interromper o ciclo de carências e satisfações que expressam o sofrimento do mundo" ("O Mundo como Vontade e Representação", Livro III, Schopenhauer, A.).

A arte reproduz as idéias eternas apreendidas mediante essa pura contemplação, o essencial e permanente de todos os fenômenos do mundo, e conforme a matéria em que ela se reproduz, se constitui em artes plásticas, poesia ou musica. Sua única origem é o conhecimento das idéias, seu único objetivo é a comunicação deste conhecimento. Isso remete o sujeito a um sujeito destituído de Vontade, de dor, de temporalidade.
Essa contemplação Estética proporciona um conhecimento de certo modo mais direto e verdadeiro do que o conhecimento da ciência e do senso comum, pois esse conhecimento seria um conhecimento de uma representação não submetida ao principio de razão, ou seja, nem a causalidade que se refere aos fenômenos, nem as leis da lógica que regem o conhecimento racional.

"A distinção entre o Belo e o Sublime é que no Belo o predomínio do conhecimento puro se exerce sem luta, a beleza do objeto, sua constituição, facilitando o conhecimento de sua idéia, afastando a vontade e o conhecimento das relações que coroam seus serviços sem oposição, e, portanto, imperceptível da consciência, que persiste como sujeito do conhecimento, destituído inclusive de toda recordação da vontade; Em contraposição, em face do sublime, este estado de conhecimento puro é conquistado primeiramente por meio de uma libertação violenta das relações do objeto com a vontade reconhecidas como desfavoráveis, por meio de uma elevação livre e consciente acima da Vontade e do conhecimento a ela referido"("O Mundo como Vontade e Representação", Livro III, Schopenhauer, A).

Nesse sentido, o Juízo Estético busca na experiência contemplativa da arte, da música e da poesia um novo modo de conhecer o mundo e, de certa forma, demonstrar a crítica ao idealismo Alemão e ao logos científico.
Alécio Marinho de Brito Junior