Mostrando postagens com marcador Arthur Schopenhauer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arthur Schopenhauer. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2009

Hegel e Schopenhauer

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sobre o conceito de Vontade em Arthur Schopenhauer

O mundo como Vontade e Consternação

O mundo como Vontade é o substrato cósmico do Universo, é o Noumenom. Schopenhauer adota a coisa-em-si de Kant, e designa de Vontade, que é o fundamento do universo. Agora ela passa a não ser mais o incógnito Kantiano, apesar de ser um conceito independente do principio de razão, não pode ser fundamentado, não cabe um porquê ou uma causa. Ela é UNA, atemporal e autônoma. É puramente matéria da Natureza e os fenômenos são o seu acidente. É à procura do em-si das coisas a partir de dentro.
É uma Vontade em geral, que se afirma inconscientemente nos vários níveis do intelecto, que é meramente servidor dessa Vontade.
Schopenhauer esclarecer que essa essência íntima das coisas é “autodiscordia consigo mesmo". Segundo Jair Barboza, essa Vontade quer se manifestar na vida, ela quer a vida em todos os ramos naturais: ela é amor, mas, ao mesmo tempo, seu dilaceramento interno reflete em ódio.
Sintetizando: a Vontade não se exprimi como principio racional. Ela é estímulo ofuscado que leva tudo a pretender sua preservação. Ela arremessa o sujeito em um ciclo infindável de aspirações, o que incita a dor de permanecer algo que nunca consegue completar-se.
Nesse sentido, a Vontade engendra desejos, pequenos desejos efêmeros com o intento falacioso que tem como alvo o perpetuar a espécie. “É um mero ímpeto cego”. A partir daí obtemos o principio do querer-viver. Esse querer-viver faz da vida no cerne do tempo pura consternação, visto que, conhecemos a finitude desse tempo: é a origem de todos os males do universo. São desejos nunca inteiramente satisfeitos, conduzidos pelo principio de razão e que nos obriga a vislumbrar exclusivamente as aparências. É um impulso incontrolável que transforma o mundo em um absurdo cruel e doloroso. Assim a vida é sofrimento, pois é um permanente querer.
Alécio Marinho de Brito Junior

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

1º Work Chopp - Schopenhauer

No ano de 2009, em Taubaté, teremos o 1º Work Chopp Schopenhauer. Será um evento voltado para os acadêmicos interessados na Filosofia do Pensador Alemão.
Uma combinação de BADEN-BADEN com Wille-zum-leben será imprescindível para nutrir a reflexão em Arthur Schopenhauer.
Em breve novas informações.

Alécio Marinho de Brito Junior

domingo, 9 de novembro de 2008

Os manuscritos de Schopenhauer

Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) – Filósofo considerado como pessimista pela História da Filosofia, teve como referência a primeira filosofia de Immanuel Kant e a Sabedoria Indiana para a construção de todo seu pensamento. Sua principal obra: “Die Welt als Wille und Vorstellung” ("O Mundo como vontade e representação"), publicado em 1819, só obteve reconhecimento nos últimos anos de sua vida. Suas idéias exercem forte influência sobre a cultura posterior à dele, o que percebe-se nas obras de Horkheimer, Wittgenstein, Nietzsche, Freud e escritores como Tolstói, Zola, Anatole France, Kafka e Thomas Mann.

Para quem se interessar mais em Schopenhauer, ai vai um link interessante com os manuscritos originais, ilegíveis e naturalmente em Alemão, porém, extremamente atraentes.

http://www.hyperschopenhauer.org/navigate.php?page=base


Alécio Marinho de Brito Junior

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O belo e o Sublime - Arthur Schopenhauer - Percepção ou insensatez?

Ao examinarmos a obra “O mundo como Vontade e Representação”, devemos considerar que a Ética, a Metafísica e a Estética, são, na verdade, aspectos distintos de um mesmo objeto, onde se organizam atrelados no pensamento genial de Arthur Schopenhauer.
A partir de um exame detalhado da Metafísica Shopenhauriana, entraremos no campo da ética, esclarecendo a negação da vontade de viver: o “querer-viver” é a raiz de todos os males do universo, de todo sofrimento humano e o fim ao qual tende a natureza. Entretanto, um dos modos para abordar essa “moral” é transpondo o Juízo Estético, ou seja, através da contemplação do Belo e do Sublime que atingimos a liberdade, a princípio enganosa e movida pelas paixões inconscientes, nunca saciadas. Enfim, é a busca para libertação dos efeitos deletérios do mal, inerente à existência humana.

"Através desse movimento o Gênio penetra a interioridade do mundo e nele descobre a quietude, a claridade e a serenidade da realidade ideal. Assim a contemplação da Arte, levará o sujeito a interromper o ciclo de carências e satisfações que expressam o sofrimento do mundo" ("O Mundo como Vontade e Representação", Livro III, Schopenhauer, A.).

A arte reproduz as idéias eternas apreendidas mediante essa pura contemplação, o essencial e permanente de todos os fenômenos do mundo, e conforme a matéria em que ela se reproduz, se constitui em artes plásticas, poesia ou musica. Sua única origem é o conhecimento das idéias, seu único objetivo é a comunicação deste conhecimento. Isso remete o sujeito a um sujeito destituído de Vontade, de dor, de temporalidade.
Essa contemplação Estética proporciona um conhecimento de certo modo mais direto e verdadeiro do que o conhecimento da ciência e do senso comum, pois esse conhecimento seria um conhecimento de uma representação não submetida ao principio de razão, ou seja, nem a causalidade que se refere aos fenômenos, nem as leis da lógica que regem o conhecimento racional.

"A distinção entre o Belo e o Sublime é que no Belo o predomínio do conhecimento puro se exerce sem luta, a beleza do objeto, sua constituição, facilitando o conhecimento de sua idéia, afastando a vontade e o conhecimento das relações que coroam seus serviços sem oposição, e, portanto, imperceptível da consciência, que persiste como sujeito do conhecimento, destituído inclusive de toda recordação da vontade; Em contraposição, em face do sublime, este estado de conhecimento puro é conquistado primeiramente por meio de uma libertação violenta das relações do objeto com a vontade reconhecidas como desfavoráveis, por meio de uma elevação livre e consciente acima da Vontade e do conhecimento a ela referido"("O Mundo como Vontade e Representação", Livro III, Schopenhauer, A).

Nesse sentido, o Juízo Estético busca na experiência contemplativa da arte, da música e da poesia um novo modo de conhecer o mundo e, de certa forma, demonstrar a crítica ao idealismo Alemão e ao logos científico.
Alécio Marinho de Brito Junior

Da norma do Gosto

Em conseqüência ao exame detalhado já feito na Estética de Schopenhauer, onde a arte tem a função principal de representar as verdades da razão neste elemento exterior a ela, mas acessível ao entendimento através da sensibilidade, demonstrando o princípio do Belo apreendido pela própria idéia, gerando um sujeito puro de conhecimento.
A partir desses argumentos, analisaremos a tentativa de David Hume estabelecer um padrão de gosto para se verificar a beleza. Hume afirma que através da experiência, o sentimento está sempre certo, pois a verdade dele se prova automaticamente na própria consciência. Com isso teríamos uma variação infinita na analise do belo, já que diversos elementos fariam cada sociedade, em determinadas épocas, aprovar ou desaprovar algo. Portanto, Hume, faz-se necessário encontrar um Padrão de Gosto, uma regra capaz de conciliar as diversas opiniões dos homens, pelo menos, que seja uma decisão reconhecida aprovando uma opinião e condenando outra.
Esse gosto pode ser definido com um ato do espírito através do qual alguma coisa nos agrada ou desagrada. “É uma relação entre objeto e os órgãos ou faculdades do espírito”.
O que distancia do belo de Schopenhauer é que, Hume, considera a beleza não uma qualidade inerente das coisas, e sim uma beleza que existe no espírito que contempla. Cada espírito percebe uma beleza diferente, portanto, Hume, cria um principio da natural igualdade dos gostos, no qual, o fundamento é a experiência, com a pretensão de conduzir a estética vinculada ao movimento da ciência.
Para isso ele afirma a necessidade do indivíduo estar em “estado de saúde”, no qual uma perfeita serenidade do espírito, a concentração do pensamento e a devida atenção ao objeto se tornam indispensáveis para a contemplação do belo.
Para fundamentar suas afirmações, Hume, elucida algumas características básicas para se criar um sujeito capaz de experimentar o devido sentimento da beleza. Para isso é necessário que o espírito que observa deve abarcar uma delicadeza da imaginação, para que não julgue sem qualquer critério; em seguida, carecer de uma certa prática, ou seja, experiência, gerando uma crescente sensibilidade de analisar os objetos com mais exatidão e de forma sutil. Não julgando de forma confusa e obscura; Diz também, que é indispensável que o sujeito estabeleça comparações, calculando a proporção da beleza e não tornado as belezas frívolas como objeto de admiração; Conservar o espírito acima de preconceitos é outra característica ilustrada na construção do seu pensamento, no qual, o objetivo é fazer com que o sujeito afaste-se do ser individual e considere só o objeto submetido; Por fim, diz da necessidade de ser amparado pelo bom senso, no qual opera pela razão e é capaz de distinguir a beleza e seu desígnio pelo raciocínio. Assim Hume, estabelece critérios para a distinção da beleza e da deformidade.
Entretanto, devemos lavar em conta os fins, para julgar cada obra, pois toda obra de arte tem um “certo objetivo e deve ser considerada mais ou menos perfeita conforme seja mais ou menos capaz de atingir essa finalidade”. E importante também ressaltar que estamos lidando com o temperamento dos indivíduos, os costumes e opiniões das diferentes épocas.
No entanto, observamos um pensamento estético com o interesse ou influência, somente na prática em que se desenvolve, mas que se assemelha em certos pontos com a estética de Schopenhauer, principalmente no que diz respeito à questão moral. Nota-se uma forma, implícita, de unir a contemplação do Belo (tanto para Hume, quanto para Schopenhauer) com um exame ético, engendrando uma lei moral com princípios estéticos. O que observo nessas ultimas leituras sobre estética, talvez de forma ingênua, não é somente uma preocupação ou uma busca com o ideal do belo e sim um modo de entrar em princípios éticos. Criando um sujeito médio-intelectual capaz de contemplar a beleza de forma consciente.
Alécio Marinho de Brito Junior