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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Retidão e esperança....

Eu só evoco aos DEUSES que não me ofereçam a extinção, despovoado, sem ter improvisado o que eu almejava;
Que a integridade moral possa estar presente na minha história e reflexionar na existência dos diferentes;
Que minha vivência tenha bravura e possa ser participativa na sociedade;
Que a supressão não seja o vocábulo vindouro;
Que não tenhamos que se calar ou mascarar para existir em paz;
Ainda aspiro observar o germe disso assentado nessa geração....

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SALVEM CAMPOS DO JORDÃO...



É de longa data que observamos o desamparo a admirável CAMPOS DO JORDÃO. Não pondero a propósito da cidade, mas do povo que aqui vive. Há muitos anos que a cidade acondiciona em torno da temporada de inverno, prontamente, regula em torno do turismo. O que nos parece justo, visto que, Campos do Jordão foi esculpida por DEUSES DA ARTE. No entanto, e os Jordanenses? Existimos com precários recursos, deslembrados por meio das astúcias públicas e, muitas vezes, aprisionados por empregadores sedentos por dinheiro.
Não há ausência de tradição, não falta ocupação: FALTA HUMANIDADE. Necessitamos refletir a respeito do nosso povo com benevolência e acatar as diferenças em meio a cada individualidade.
É o momento de ser afável entre nós mesmos e não unicamente com turistas; É a ocasião do poder público ponderar a propósito da saúde com severidade; no individuo que permanece na essência de cada garçom, recepcionista, mensageiro, balconista, enfim, de todos que constituem essa suntuosa cidade; É a oportunidade de considerar Campos do Jordão como uma identidade singular e não como um comércio de endinheirados para empresários.
Nesses tempos, que julgo, pós-contemporâneos, estamos sucessivamente correndo, sem tempo para observar as generosidades que nos cercam. Refiro-me as formosuras naturais, e não as adquiridas com o dinheiro para ornamentar a cidade para os tais turistas. Deste modo, insisto para um despertar do povo, ponderando novos mecanismos, inventando um mundo melhor a nossa volta. Persisto, ao mesmo tempo, em um “caráter humanitário” do poder público, cunhando um entusiasmo inusitado.
Deste modo, apresentaremos uma sociedade atrelada, forte em todos os seus limites e, sobretudo, JUSTA. Virtude essa que muita gente não sabe nem definir: nem o povo, pois é vítima, nem os políticos, pois, além de desonestos, são corruptos estúpidos. Que me interessa não é generalizar, mas podemos asseverar isso da maior parte desses políticos.
É tempo de uma revigorada CAMPOS DO JORDÃO, e como isso não se produz do por do sol para o alvorecer, abanquemos em nós mesmos, de forma vagarosa, mas persistente. Puramente refletindo e pelejando por mais dignidade e honestidade.
Alécio Marinho de Brito Junior

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Príncipe das Trevas

A erudição não cura minha estupidez.
Demasiada desventura que veste impecavelmente como uma máscara sobre minha existência.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Horácio



Quaesieris Tu ne, scire nefas, Quem mihi, Quem tibi
Babylonios dederint FINEM di, leuconoe, ne
numeros temptaris. ut melius, quidquid erit, Pati.
Seu PLURIS hiemes Seu tribuit Iuppiter ultimam,
debilitat oppositis quae nunc égua pumicibus
Tyrrhenum: sapias, vina lique et espacio brevi
reseces spem longam. loquimur dum, fugerit invida
Aetas: Carpe diem quam credula postero mínimo.

sábado, 28 de novembro de 2009

Desvairamento


As verdades amadurecem com o tempo


Nessa pluralidade de mundos, de anseios, de trilhas para se investigar, suponho que nem a marcha pela quietude e nem a trajetória do conflito, todavia, carecemos navegar no fluxo do retraimento. Eleger a reclusão não é deliberar os obstáculos com a facilidade de quem se afugenta deles, mas é consentir autonomia para esse devir articular por si mesmo. A alameda da placidez tem sua projeção, mas é determinante de mais duelos do que a própria batalha. Origina, em alto grau, o desgosto por inquirir efetivar esse cobiça de fleuma, tão incongruente do caráter humana. A via da peleja é o acesso da honra, no qual a batalha é a manto do heroísmo e do egoísmo com feitio de notáveis atos.
Prontamente, a penumbra não se desassossega nem com causa nem com o efeito, nem com o sujeito nem com o objeto, no entanto, ajuíza a casualidade e se ampara nela para harmonizar os vícios e as virtudes no íntimo de si mesmo. As verdades não devem ser esquadrinhadas incessantemente por nenhum desses caminhos. Elas amadurecem sozinhas. É como articulava um desses tresloucados por ai: Nada é sem uma razão pela qual é.
Nesse sentido, a verificação deve versar no apartar-se da própria experiência. Erigindo a verdade com as insignificantes partes que o acaso oferece durante a existência, até elevar-se na razão de ser o que é. Cada um com seu caráter, com seu entusiasmo de permanecer-ser e a consciência de que se inventou ou reinventou o que deveria no tempo apropriado.

Alécio Marinho de Brito Junior

sábado, 29 de agosto de 2009

Distúrbio de Personalidade Dissocial

Chamado, pelo autores franceses, de "insanité sans délire" (insanidade sem delírio) ou, pelos alemães, de "insanidade moral". O termo descreve indivíduos com marcado egocentrismo que não têm deferência normal pelas outras pessoas, manipulando-as, como quer seja necessário, para atingir seus objetivos. Suas armas são o charme, a sedução, a intimidação e a violência, usadas, assim, progressivamente, de modo cada vez menos sutil, no caso de as outras pessoas não se comportarem da maneira como o sociopata quer.
Existem graus muito variados de distúrbio de personalidade, que vão desde a pessoa considerada apenas "chata", "inconveniente", "patologicamente egocêntrica", até os casos de matadores e estupradores em série, passando por viciados, traficantes e seqüestradores, todos eles muito pouco preocupados com o bem-estar da sociedade.
Algumas pessoas consideram, erroneamente, o distúrbio de personalidade dissocial apenas como doença, quando, na verdade, nada é, também, mais próximo do conceito mais puro de "crime", pois o sociopata tem plena consciência e entendimento dos erros que comete. Existe, atualmente, um movimento nos meios jurídicos da Inglaterra no sentido de enfatizar o dano à sociedade que é tolerar esses indivíduos anormais, mesmo nos casos, muito freqüentes, em que a Justiça ainda não consegue caracterizar, formalmente, seus crimes e comportamento habitual altamente lesivo aos demais (Kendell RE, 2002).
Os sociopatas portadores de distúrbio de personalidade dissocial (freqüentemente chamados de "psicopatas", em sentido estreito) são exímios simuladores e manipuladores, conseguindo enganar mesmo alguns dos melhores peritos e escapar de promotores e juízes severos.
Os manicômios judiciários estão repletos de pessoas absolutamente normais, que, em uma circunstância severamente crítica, cometeram algum crime do qual realmente se arrependem. Enquanto isso, a sociedade convive com sociopatas muito graves que, usando de sua inteligência e manipulação, galgam, por exemplo, cargos públicos e profissões as quais nunca poderiam exercer (incluem-se advogados, juízes, promotores, médicos e professores de medicina).
Os casos extraordinários, noticiados pela mídia, de sociopatas assassinos e/ou estupradores em série são apenas "a ponta de um iceberg" que perpassa toda a sociedade. Há sociopatas de graus variados de severidade e mesmo os mais graves, em muitos casos, nunca serão "descobertos" (presos e/ou diagnosticados clinicamente).
Além do diagnóstico clínico, que deve ser estabelecido por médico experiente, competente e idôneo, são observadas alterações em exames subsidiários do cérebro, como tomografia por emissão de pósitron (mais conhecida pela sigla "PET", do inglês "Positron Emission Tomography") ou ressonância magnética nuclear funcional (mais conhecida, mesmo em nosso meio, como "fNMRI" de "Functional Nuclear Magnetic Ressonance Imaging") em cerca de dois terços dos casos diagnosticados. Tratam-se dos chamados "exames funcionais de imagem" da atividade do cérebro, dificilmente disponíveis no Brasil e extremamente caros.
Tais exames de imagem mostram, tipicamente, em sociopatas portadores de distúrbio de personalidade dissocial, alterações no funcionamento da região cortical anterior do cérebro, área envolvida no controle racional de comportamentos impulsivos, como a agressividade. Também são típicas as assimetrias funcionais nos núcleos da base do cérebro, envolvidos no controle do comportamento voluntário e da cognição, assim como em regiões mais superiores, anatomicamente, do sistema límbico, envolvido nas emoções.
Em até 1/3 a metade dos casos, são observadas, mesmo, lesões anatômicas em uma ou mais dessas regiões, evidenciadas na ressonância magnética nuclear convencional e/ou na simples tomografia computadorizada do cérebro.
O sociopata não é uma pessoa absolutamente insensível, mas sensível apenas a seus próprios sentimentos, desejos e necessidades, como se não enxergasse, no outro, um ser humano, a quem deveria alguma consideração e respeito intrínsecos. Os meios (e as pessoas) utilizadas para atingir seus objetivos parecem-lhe pouco importantes. Não têm noção de ética.
Por outro lado, consegue simular, perfeitamente, uma pretensa emoção, sentimento por outras pessoas, quando assim lhe convém.
O distúrbio de personalidade dissocial não tem tratamento. Os portadores nem, sequer, sofrem com seu distúrbio, mas causam imenso e profundo transtorno às outras pessoas. Há, freqüentemente, necessidade, mais ou menos imperiosa, de serem afastados do convívio da sociedade (cadeia ou manicômio judiciário), para bem desta.
Filhos de sociopatas são suas maiores vítimas, condenados a uma vida de sofrimento, violência, privação e punição injustificada e continuada, ao mesmo tempo em que esses pais sociopatas são capazes de exibir, para a sociedade, uma perfeita mas falsa imagem de pais dedicados e zelosos para com seus filhos, uma falsa imagem de "bons cidadãos", de cidadãos pacatos .
O sociopata leva uma vida dupla: mantém uma aparência e atividades cotidianas normais, mas essa imagem não corresponde à sua realidade íntima, anormal, doentia, que só é revelada a suas vítimas, quando estão indefesas.
Características do comportamento de sociopatas:
1) Atitudes impulsivas, incontroláveis;2) Frieza, insensibilidade com relação às outras pessoas (ausência de piedade, compaixão e altruísmo);3) Ausência de valores morais ("éticos");4) Agem como se estivessem acima das leis e da sociedade;5) Ausência de sentimento de culpa ou remorso;6) Covardia (só praticam o delito com a certeza de a vítima não poder reagir);7) Freqüentemente, age por motivação sexual;8) Suas atitudes seguem uma lógica própria;9) Obtém prazer através da violência;10) Inteligência normal ou acima da média;11) Ausência de delírio e alucinação;12) Conhecem e usam com habilidade as brechas da Lei;13) Mitomania (grande habilidade para mentir, forjar situações, convencer pessoas a acreditar no que não é verdadeiro);14) Manipulação (habilidade de induzir as pessoas a fazer o que o sociopata quer, através da mentira, insinuação, produção de falsas "provas", sedução, intimidação, ameaça, violência).
Referências:
Kendell RE (2002). The distinction between personality disorder and mental illness. Br J Psychiatry 2002 Feb;180:110-5.

FONTE: http://www.geocities.com/medicinahumana/mental/personal.htm

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cursos de estética - Georg Wilhelm Friedrich Hegel



"O essencial é guardar unicamente o seguinte parecer: embora o talento e o genius do artista
tenham também em si mesmos um momento natural, eles necessitam essencialmente da formação pelo pensamento, da reflexão no modo de sua produção, bem como no exercício do exercício e habilidade no produzir. "

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mysterious Glow of love

In our history we deal with thorny situations, painful emotions and without grounds we incessantly hits, afflictions purely accidental. Due to this endless universe, is not reason that we are breathing calmly. I agree with a great thinker who says "The real me of Asthma." All this bitterness, or whatever is there, in the eyes of others, it looks like only the ordinary things. Human beings do not worry about saturating the burden of its own essence, they elect a passivity in life. Sometimes I wonder if the punishment is in the world is disordered or in minutes, which holds a mediocre existence. Through it all, after years of questioning and anguish, a brightness rises in icy shadow of the universe. A shy light ... As insignificant as the fact that I can think about it. However, that trust may be my way. Nothing changes, the chance I still painful experiences with their artifacts, but at least I see this as a light beam of hope. I do not know where it comes from, but then to resist it. My thoughts are given to the most ardent delusions and with that I have more control of my self. This clarity becomes object and purpose of my life. Do not know where this will take me some day and if I let this chance will find it. I can see it with eyes closed. We do not feel anything other than the genuine grief of spirit and breath impenetrable. I no longer impressed with the common ground on which exist. I do not know which area has more gloss on the minutes, but found only a mystery about it: its name.
Alécio Marinho de Brito Junior

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os porcos-espinhos de Schopenhauer


"um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o emaranhamento e o enregelamento."

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

1º Work Chopp - Schopenhauer

No ano de 2009, em Taubaté, teremos o 1º Work Chopp Schopenhauer. Será um evento voltado para os acadêmicos interessados na Filosofia do Pensador Alemão.
Uma combinação de BADEN-BADEN com Wille-zum-leben será imprescindível para nutrir a reflexão em Arthur Schopenhauer.
Em breve novas informações.

Alécio Marinho de Brito Junior

Crise Mundial


"Vou fazer um slideshow para você. Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos.Os slides se sucedem.Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro. Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados. São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais. A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta. Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo. Resolver, capicce? Extinguir. Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta. Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo. Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo. Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse. Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo..."
Por Mentor Muniz Neto, diretor de criação e sócio da Bullet
Alécio Marinho de Brito Junior

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Reinvenção da Vida

O intento desses escritos é de refrear um desejo de gritar. À vontade de escrever me domina estabelecendo uma desordem em meu íntimo. Jamais farei de meu vocábulo uma prescrição para os dias de infortúnio, pois, tudo aqui é só uma circunscrição de um universo que nunca existiu.
Penso que em determinado instante na vida é imperativo interromper tudo, atentar para as particularidades do tempo: o que passou e o que está diante dos olhos. Buscar apreciar a existência de fora, como se um afugentamento do desígnio da vida fosse imprescindível. Essa ótica exteriorizada nos faz esquadrinhar uma emoção aceitável para prosseguir em frente. O “contemplar” de fora distingui a agonia, o afeto e a animosidade com facilidade e nitidez que não notamos quando meramente sentimos. É preciso reinventar a vida para que ela não passe despercebida. É indispensável buscar o nexo, mesmo que ele não exista, para que o oco do espírito seja satisfeito.
A vida ordinária nos acorrenta na tentação dos prazeres, provocando sentimentos que nos esgotam, como por exemplo, o egoísmo, o ciúme e todos esses que nos fazem cada dia mais animal humano, individual e despovoado. Devemos procurar a uniformidade. Digo, não a unidade com o outro, mas com o mundo. Sentir em nós a essência da nossa natureza e o ardil preparado por ela, para que possamos enfrentá-la.
É simplesmente se dar conta em tempo dos pormenores da existência e ter a consciência acessível para discernir as coisas como são.
É puramente não deixar a ambição ser maior que a inspiração, pois o que verdadeiramente importa é o trajeto que cultivamos na história e como improvisamos em determinadas ocasiões, visto que, o encerramento dessa experiência, consecutivamente, será indistinguível para todos.
Alécio Marinho de Brito Junior

domingo, 7 de dezembro de 2008

CURIOSIDADES: Movimento quer reabilitar a suástica







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É uma questão simples: a suástica pode ser redimida?



Antes do Partido Nazista adotar a suástica e transformá-la em um dos maiores ícones do ódio racial, ela atravessou o mundo como um símbolo de boa sorte. Era conhecida na França, Alemanha, Grã-Bretanha, Escandinávia, China, Japão, Índia e nos Estados Unidos. Costumava-se dizer que as pegadas do Buda eram suásticas. Cobertores dos índios navajos eram tecidos com suásticas. Sinagogas no Norte da África, na Palestina e em Hartford, Connecticut, foram construídas com mosaicos de suásticas.Agora há um pequeno movimento que tenta ajudar "a suástica a recuperar seu lado benigno", separando-a dos "pecados do nazismo". Será que isto é possível?O nome suástica vem da palavra em sânscrito svastika, que significa bem-estar e boa fortuna. As mais antigas suásticas conhecidas datam de 2.500 ou 3.000 A. C. na Índia e na Ásia Central. Um estudo de 1933 sugere que a suástica migrou da Índia, cruzou a Pérsia e a Ásia Menor até a Grécia, depois seguindo para a Itália e em seguida para a Alemanha, provavelmente no primeiro milênio A. C.O elo fatal foi feito pelo arqueólogo alemão Heinrich Schliemann. De 1871 a 1875, Schliemann escavou o local da cidade de Tróia, dos tempos de Homero, na costa do estreito de Dardanelos. Quando ele encontrou artefatos com suásticas, ele rapidamente as associou com as suásticas que tinha visto nas proximidades do Rio Oder na Alemanha. Steven Heller, diretor de arte do The New York Times Book Review, escreve em "The Swastika: Symbol Beyond Redemption" (a suástica: símbolo além da redenção): "Schliemann presumiu que a suástica era um símbolo religioso de seus ancestrais alemães, que ligava os antigos teutões, a Grécia de Homero e a Índia védica"Logo as suásticas estavam por toda a parte, rodando tanto no sentido horário quanto no anti-horário. Madame Blavatsky, a fundadora da Sociedade Teosófica, incluiu a suástica no selo da sociedade. "Rudyard Kipling combinou a suástica com sua assinatura em um círculo como um logo pessoal", informa Heller. E a suástica fazia parte do logo do movimento Bauhaus, sob Paul Klee.A suástica também se espalhou até os Estados Unidos. A Coca-Cola lançou um pingente de suástica. A cerveja Carlsberg gravou suásticas em suas garrafas. Durante a Primeira Guerra Mundial, a 45a Divisão de Infantaria americana usava uma suástica laranja como um emblema no ombro. Pelo menos uma linha ferroviária possuía suásticas em alguns de seus vagões. O Girlâ??s Club publicou uma revista chamada The Swastika (a suástica). E até 1940, os escoteiros distribuíam um distintivo de suástica.Como os nazistas se apoderaram dele? Segundo Heller, a ordem Germanen, um grupo anti-semita que usava capacetes com chifres de Wotan e tramava "contra os elementos judeus na vida alemã", usava como insígnia uma suástica curvada em uma cruz. Em 1914, o Wandervogel, um movimento juvenil alemão, o transformou em seu emblema nacionalista.O Partido Nazista não se apossou dela até por volta de 1920. Em seu livro "Mein Kampf", Hitler, que tinha aspirações artísticas tanto quanto políticas, descreveu "sua luta para encontrar o símbolo perfeito para o partido". Ele se entreteu com a idéia de usar as suásticas. Mas foi Friedrich Krohn, um dentista de Starnberg, quem desenhou a bandeira com a suástica preta em seu centro. "A maior contribuição de Hitler", escreve Heller, "foi inverter a direção da suástica" para que ela parecesse girar no sentido horário.A queda da suástica foi tão rápida quanto sua ascensão. Em 1946, sua exibição pública foi proibida constitucionalmente na Alemanha. Nos Estados Unidos, nunca houve uma lei que proibisse a exibição de suásticas, mas a aversão ainda persiste.A pergunta agora é: a suástica pode ser retomada dos nazistas ou, como argumenta Heller, continuar a representar seus "crimes inomináveis"?A questão é complicada pela história da suástica na Índia e em outras partes da Ásia, onde ela não possui nenhuma das conotações que ela tem no Ocidente. Na Índia, há o sabão Suástica; na Malásia, um estúdio fotográfico Suástica; no Japão, há cards de Pokémon que possuem o "manji", as suásticas anti-horárias; na China, a seita Falun Gong usa as suásticas anti-horárias como seu emblema.E agora as suásticas estão voltando a serem vistas no Ocidente.Nos anos 1960, por exemplo, a suástica era motivo recorrente na arte abstrata geométrica e nas pinturas hard-edge, notavelmente em uma exposição no Museu Guggenheim.Mas o esforço mais coordenado para redimir a suástica vem dos Friends of the Swastika (Amigos da Suástica), um grupo formado em 1985 e sediado nos Estados Unidos. O grupo, cujo site na Internet promete "não ter nenhum vínculo com nenhuma propaganda racista" e nenhuma intenção de negar o Holocausto, é liderado por um artista chamado ManWoman (homemmulher) que alega ter 200 suásticas tatuadas em seu corpo. De forma a "desintoxicar" e "ressantificar" a suástica, o grupo vende camisetas, selos, cartões postais e "outras coisas legais" com suásticas. O lema deles é "To hell with Hitler!" (que Hitler vá para o inferno).E segundo eles, o trabalho já está funcionando. "A suástica está reemergindo na cultura pop alternativa... no mundo do punk rock, nos cultos de discos voadores, e nas gangues de rua". Há adolescentes usando suásticas apenas por achá-las legais."No filme â??O Dorminhocoâ?? de 1973", nota Heller, "Woody Allen previu sarcasticamente que em um futuro distante, a suástica seria vestida como um acessório de moda". O futuro distante é agora.Ela se tornou um ícone de rebelião. O logo dos skates ZZ Flex parece muito com uma suástica. O rótulo do CD de heavy metal Sacred Reich possui suásticas engrenadas. O logo da banda Kiss, que originalmente era formada por três membros judeus, foi feita para se parecer com a insígnia da SS - não uma suástica, mas dois esses paralelos parecidos com raios.Será que importa o fato das suásticas terem representado a ignorância e o ódio e serem reabilitadas como símbolo? Claro que sim, diz Heller: "Os ícones nazistas foram fortes o suficiente para seduzir uma nação, e ainda contém um poder gráfico que pode ser liberado hoje". Os defensores da suástica respondem com uma pergunta: "Como um símbolo pode ser culpado pelos atos de um louco?"



SOCIEDADE - The NY Times -- 09/07/2000







Alécio Marinho de Brito Junior

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Devassidão do Estado: Teatro político

Tirando proveito da liberdade para pensar o que queremos nesse mundo virtual, uso agora, esses escritos para discorrer sobre Filosofia Política.
Desde o inicio das aulas que tive na disciplina de Filosofia Política, posso proferir que todas correntes filosóficas (políticas) se sintetizam na invenção do Estado e seus estratagemas, de um lado manipulação e de outro a servidão.
Entretanto, coloquemos como ponto de referência o instante no qual se aponta a necessidade da política na “Pura Filosofia”. Assim, creio que a legítima metafísica não deve manter próximo o sujeito político. Talvez de forma ingênua afirmo esses argumentos, mas observamos que o Estado é somente o egoísmo e a maldade em essência. A filosofia, puramente filosófica, tem o cenário político entranhado, contudo, a trajetória política é só um jogo que jamais terá a competência de satisfazer um juízo filosófico. Esse jogo de fantoches é um mal cultural que desvia da essência das grandes linhas do pensamento. O egoísmo e a política, aqui, são sinônimos. Meramente um jogo de interesses no qual nunca uma estrutura filosófica deveria se adequar.
Creio que a política se une à filosofia, pois os mecanismos do Estado TEM MEDO da pura filosofia. Desde os vários contratos estabelecidos caracterizando a natureza humana nas suas diferentes formas; desde a luta pela propriedade e pela vida, notamos de um lado escravos e proletários, do outro, senhores e patrões, unicamente para manter a desordem criada pela estupidez humana, na qual, a doutrina do Estado deve ser superior a todos os homens. Nesse sentido, afirmo que a estupidez é de ambas as partes: da luta de classe e do poder, pois o sentido fundamental da vida se esconde atrás disso tudo.
Gostaria, aqui, de me ocupar com a filosofia que está acima das preocupações do BEM do Estado, ou seja, a filosofia da existência, do intelecto e não mais a superficial forma de viver como sujeito político, manipulado e manipulando o pensamento a todo instante.
Deveríamos nos ocupar com o fim de cada coisa, com amor, ou seja, com o sentimento límpido, assim como o poeta e a beleza de sua imaginação.
Portanto, o que quero dizer é que as estruturas políticas são feitas para alienar o sujeito, e a resposta para isso, à luta para fugir de tal alienação também é uma estupidez tão grande quanto a primeira.
O extraordinário da Filosofia é mergulhar nas profundezas da existência e não se prender a ela como personagem de um teatro que repete a cada temporada. A beleza da filosofia é olhar de fora:
“o pensamento do filósofo voa por toda a parte, sondando os abismos da terra e medindo suas extensões, perseguindo, ao termo das profundezas celestes, a marcha dos astros e perscrutando, de cada realidade, a natureza, em seu pormenor e em seu conjunto, sem jamais permirtir-se descer ao que é imediatamente próximo ” (Platão)
e mesmo que não tenha um desígnio prático o importante é sentir o valor do conhecimento puro e suas possibilidades na produção do pensamento.
Alécio Marinho de Brito Junior

domingo, 16 de novembro de 2008

O Filósofo

Musica de Ademir Antunes (Filósofo e Teólogo), o artista de rua, melhor conhecido como o Plá. O cantor já tem mais de 33 discos editados e pode ser encontrado na Feira do Largo e na Boca Maldita (praça Osório, para quem não mora em Curitiba).

É um trabalho quase que metafísico.

domingo, 9 de novembro de 2008

Os manuscritos de Schopenhauer

Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) – Filósofo considerado como pessimista pela História da Filosofia, teve como referência a primeira filosofia de Immanuel Kant e a Sabedoria Indiana para a construção de todo seu pensamento. Sua principal obra: “Die Welt als Wille und Vorstellung” ("O Mundo como vontade e representação"), publicado em 1819, só obteve reconhecimento nos últimos anos de sua vida. Suas idéias exercem forte influência sobre a cultura posterior à dele, o que percebe-se nas obras de Horkheimer, Wittgenstein, Nietzsche, Freud e escritores como Tolstói, Zola, Anatole France, Kafka e Thomas Mann.

Para quem se interessar mais em Schopenhauer, ai vai um link interessante com os manuscritos originais, ilegíveis e naturalmente em Alemão, porém, extremamente atraentes.

http://www.hyperschopenhauer.org/navigate.php?page=base


Alécio Marinho de Brito Junior

terça-feira, 28 de outubro de 2008

NÃO ME DEIXE.... (Wagner Marins)



NÃO ME DEIXE....
NÃO ME DEIXE perder a vontade de sonhar por dias melhores, onde o amor universal e a dignidade humana retomarão os seus lugares.
NÃO ME DEIXE pensar que amanhã não haverá mais a esperança ou que tudo estará no vazio de um caos avassaldor.
NÃO ME DEIXE desistir da idéia de um novo tempo, um tempo onde poderemos acreditar e conviver com a solidariedade.
NÃO ME DEIXE desesperar diante da desordem e da frieza humana perdida em si mesma por valores absurdos e inversos.
NÃO ME DEIXE acreditar que a nova ordem social implica que o homem deve ser desonesto e cruel com o seu semelhante.
NÃO ME DEIXE ver os abutres instalados no poder roubarem a dignidade do homem justo.
NÃO ME DEIXE sentir a angustia por ver milhares de crianças sujas sob o rolo compressor da exclusão social.
NÃO ME DEIXE ver a disparidade entre um homem que desfruta das riquezas e ostentação enquanto um outro não tem o que jantar.
NÃO ME DEIXE escrever amarguras e sim esperança.
NÃO ME DEIXE cair....

Wagner Marins, velho amigo virtual.