domingo, 14 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Cursos de estética - Georg Wilhelm Friedrich Hegel

tenham também em si mesmos um momento natural, eles necessitam essencialmente da formação pelo pensamento, da reflexão no modo de sua produção, bem como no exercício do exercício e habilidade no produzir. "
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sobre o conceito de Vontade em Arthur Schopenhauer
O mundo como Vontade é o substrato cósmico do Universo, é o Noumenom. Schopenhauer adota a coisa-em-si de Kant, e designa de Vontade, que é o fundamento do universo. Agora ela passa a não ser mais o incógnito Kantiano, apesar de ser um conceito independente do principio de razão, não pode ser fundamentado, não cabe um porquê ou uma causa. Ela é UNA, atemporal e autônoma. É puramente matéria da Natureza e os fenômenos são o seu acidente. É à procura do em-si das coisas a partir de dentro.
É uma Vontade em geral, que se afirma inconscientemente nos vários níveis do intelecto, que é meramente servidor dessa Vontade.
Schopenhauer esclarecer que essa essência íntima das coisas é “autodiscordia consigo mesmo". Segundo Jair Barboza, essa Vontade quer se manifestar na vida, ela quer a vida em todos os ramos naturais: ela é amor, mas, ao mesmo tempo, seu dilaceramento interno reflete em ódio.
Sintetizando: a Vontade não se exprimi como principio racional. Ela é estímulo ofuscado que leva tudo a pretender sua preservação. Ela arremessa o sujeito em um ciclo infindável de aspirações, o que incita a dor de permanecer algo que nunca consegue completar-se.
Nesse sentido, a Vontade engendra desejos, pequenos desejos efêmeros com o intento falacioso que tem como alvo o perpetuar a espécie. “É um mero ímpeto cego”. A partir daí obtemos o principio do querer-viver. Esse querer-viver faz da vida no cerne do tempo pura consternação, visto que, conhecemos a finitude desse tempo: é a origem de todos os males do universo. São desejos nunca inteiramente satisfeitos, conduzidos pelo principio de razão e que nos obriga a vislumbrar exclusivamente as aparências. É um impulso incontrolável que transforma o mundo em um absurdo cruel e doloroso. Assim a vida é sofrimento, pois é um permanente querer.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Os porcos-espinhos de Schopenhauer

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
1º Work Chopp - Schopenhauer
Uma combinação de BADEN-BADEN com Wille-zum-leben será imprescindível para nutrir a reflexão em Arthur Schopenhauer.
Em breve novas informações.
Alécio Marinho de Brito Junior
domingo, 7 de dezembro de 2008
CURIOSIDADES: Movimento quer reabilitar a suástica

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É uma questão simples: a suástica pode ser redimida?
Antes do Partido Nazista adotar a suástica e transformá-la em um dos maiores ícones do ódio racial, ela atravessou o mundo como um símbolo de boa sorte. Era conhecida na França, Alemanha, Grã-Bretanha, Escandinávia, China, Japão, Índia e nos Estados Unidos. Costumava-se dizer que as pegadas do Buda eram suásticas. Cobertores dos índios navajos eram tecidos com suásticas. Sinagogas no Norte da África, na Palestina e em Hartford, Connecticut, foram construídas com mosaicos de suásticas.Agora há um pequeno movimento que tenta ajudar "a suástica a recuperar seu lado benigno", separando-a dos "pecados do nazismo". Será que isto é possível?O nome suástica vem da palavra em sânscrito svastika, que significa bem-estar e boa fortuna. As mais antigas suásticas conhecidas datam de 2.500 ou 3.000 A. C. na Índia e na Ásia Central. Um estudo de 1933 sugere que a suástica migrou da Índia, cruzou a Pérsia e a Ásia Menor até a Grécia, depois seguindo para a Itália e em seguida para a Alemanha, provavelmente no primeiro milênio A. C.O elo fatal foi feito pelo arqueólogo alemão Heinrich Schliemann. De 1871 a 1875, Schliemann escavou o local da cidade de Tróia, dos tempos de Homero, na costa do estreito de Dardanelos. Quando ele encontrou artefatos com suásticas, ele rapidamente as associou com as suásticas que tinha visto nas proximidades do Rio Oder na Alemanha. Steven Heller, diretor de arte do The New York Times Book Review, escreve em "The Swastika: Symbol Beyond Redemption" (a suástica: símbolo além da redenção): "Schliemann presumiu que a suástica era um símbolo religioso de seus ancestrais alemães, que ligava os antigos teutões, a Grécia de Homero e a Índia védica"Logo as suásticas estavam por toda a parte, rodando tanto no sentido horário quanto no anti-horário. Madame Blavatsky, a fundadora da Sociedade Teosófica, incluiu a suástica no selo da sociedade. "Rudyard Kipling combinou a suástica com sua assinatura em um círculo como um logo pessoal", informa Heller. E a suástica fazia parte do logo do movimento Bauhaus, sob Paul Klee.A suástica também se espalhou até os Estados Unidos. A Coca-Cola lançou um pingente de suástica. A cerveja Carlsberg gravou suásticas em suas garrafas. Durante a Primeira Guerra Mundial, a 45a Divisão de Infantaria americana usava uma suástica laranja como um emblema no ombro. Pelo menos uma linha ferroviária possuía suásticas em alguns de seus vagões. O Girlâ??s Club publicou uma revista chamada The Swastika (a suástica). E até 1940, os escoteiros distribuíam um distintivo de suástica.Como os nazistas se apoderaram dele? Segundo Heller, a ordem Germanen, um grupo anti-semita que usava capacetes com chifres de Wotan e tramava "contra os elementos judeus na vida alemã", usava como insígnia uma suástica curvada em uma cruz. Em 1914, o Wandervogel, um movimento juvenil alemão, o transformou em seu emblema nacionalista.O Partido Nazista não se apossou dela até por volta de 1920. Em seu livro "Mein Kampf", Hitler, que tinha aspirações artísticas tanto quanto políticas, descreveu "sua luta para encontrar o símbolo perfeito para o partido". Ele se entreteu com a idéia de usar as suásticas. Mas foi Friedrich Krohn, um dentista de Starnberg, quem desenhou a bandeira com a suástica preta em seu centro. "A maior contribuição de Hitler", escreve Heller, "foi inverter a direção da suástica" para que ela parecesse girar no sentido horário.A queda da suástica foi tão rápida quanto sua ascensão. Em 1946, sua exibição pública foi proibida constitucionalmente na Alemanha. Nos Estados Unidos, nunca houve uma lei que proibisse a exibição de suásticas, mas a aversão ainda persiste.A pergunta agora é: a suástica pode ser retomada dos nazistas ou, como argumenta Heller, continuar a representar seus "crimes inomináveis"?A questão é complicada pela história da suástica na Índia e em outras partes da Ásia, onde ela não possui nenhuma das conotações que ela tem no Ocidente. Na Índia, há o sabão Suástica; na Malásia, um estúdio fotográfico Suástica; no Japão, há cards de Pokémon que possuem o "manji", as suásticas anti-horárias; na China, a seita Falun Gong usa as suásticas anti-horárias como seu emblema.E agora as suásticas estão voltando a serem vistas no Ocidente.Nos anos 1960, por exemplo, a suástica era motivo recorrente na arte abstrata geométrica e nas pinturas hard-edge, notavelmente em uma exposição no Museu Guggenheim.Mas o esforço mais coordenado para redimir a suástica vem dos Friends of the Swastika (Amigos da Suástica), um grupo formado em 1985 e sediado nos Estados Unidos. O grupo, cujo site na Internet promete "não ter nenhum vínculo com nenhuma propaganda racista" e nenhuma intenção de negar o Holocausto, é liderado por um artista chamado ManWoman (homemmulher) que alega ter 200 suásticas tatuadas em seu corpo. De forma a "desintoxicar" e "ressantificar" a suástica, o grupo vende camisetas, selos, cartões postais e "outras coisas legais" com suásticas. O lema deles é "To hell with Hitler!" (que Hitler vá para o inferno).E segundo eles, o trabalho já está funcionando. "A suástica está reemergindo na cultura pop alternativa... no mundo do punk rock, nos cultos de discos voadores, e nas gangues de rua". Há adolescentes usando suásticas apenas por achá-las legais."No filme â??O Dorminhocoâ?? de 1973", nota Heller, "Woody Allen previu sarcasticamente que em um futuro distante, a suástica seria vestida como um acessório de moda". O futuro distante é agora.Ela se tornou um ícone de rebelião. O logo dos skates ZZ Flex parece muito com uma suástica. O rótulo do CD de heavy metal Sacred Reich possui suásticas engrenadas. O logo da banda Kiss, que originalmente era formada por três membros judeus, foi feita para se parecer com a insígnia da SS - não uma suástica, mas dois esses paralelos parecidos com raios.Será que importa o fato das suásticas terem representado a ignorância e o ódio e serem reabilitadas como símbolo? Claro que sim, diz Heller: "Os ícones nazistas foram fortes o suficiente para seduzir uma nação, e ainda contém um poder gráfico que pode ser liberado hoje". Os defensores da suástica respondem com uma pergunta: "Como um símbolo pode ser culpado pelos atos de um louco?"
SOCIEDADE - The NY Times -- 09/07/2000
Alécio Marinho de Brito Junior
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A Devassidão do Estado: Teatro político
Desde o inicio das aulas que tive na disciplina de Filosofia Política, posso proferir que todas correntes filosóficas (políticas) se sintetizam na invenção do Estado e seus estratagemas, de um lado manipulação e de outro a servidão.
Entretanto, coloquemos como ponto de referência o instante no qual se aponta a necessidade da política na “Pura Filosofia”. Assim, creio que a legítima metafísica não deve manter próximo o sujeito político. Talvez de forma ingênua afirmo esses argumentos, mas observamos que o Estado é somente o egoísmo e a maldade em essência. A filosofia, puramente filosófica, tem o cenário político entranhado, contudo, a trajetória política é só um jogo que jamais terá a competência de satisfazer um juízo filosófico. Esse jogo de fantoches é um mal cultural que desvia da essência das grandes linhas do pensamento. O egoísmo e a política, aqui, são sinônimos. Meramente um jogo de interesses no qual nunca uma estrutura filosófica deveria se adequar.
Creio que a política se une à filosofia, pois os mecanismos do Estado TEM MEDO da pura filosofia. Desde os vários contratos estabelecidos caracterizando a natureza humana nas suas diferentes formas; desde a luta pela propriedade e pela vida, notamos de um lado escravos e proletários, do outro, senhores e patrões, unicamente para manter a desordem criada pela estupidez humana, na qual, a doutrina do Estado deve ser superior a todos os homens. Nesse sentido, afirmo que a estupidez é de ambas as partes: da luta de classe e do poder, pois o sentido fundamental da vida se esconde atrás disso tudo.
Gostaria, aqui, de me ocupar com a filosofia que está acima das preocupações do BEM do Estado, ou seja, a filosofia da existência, do intelecto e não mais a superficial forma de viver como sujeito político, manipulado e manipulando o pensamento a todo instante.
Deveríamos nos ocupar com o fim de cada coisa, com amor, ou seja, com o sentimento límpido, assim como o poeta e a beleza de sua imaginação.
Portanto, o que quero dizer é que as estruturas políticas são feitas para alienar o sujeito, e a resposta para isso, à luta para fugir de tal alienação também é uma estupidez tão grande quanto a primeira.
O extraordinário da Filosofia é mergulhar nas profundezas da existência e não se prender a ela como personagem de um teatro que repete a cada temporada. A beleza da filosofia é olhar de fora:
domingo, 16 de novembro de 2008
O Filósofo
Musica de Ademir Antunes (Filósofo e Teólogo), o artista de rua, melhor conhecido como o Plá. O cantor já tem mais de 33 discos editados e pode ser encontrado na Feira do Largo e na Boca Maldita (praça Osório, para quem não mora em Curitiba).
É um trabalho quase que metafísico.
domingo, 9 de novembro de 2008
Os manuscritos de Schopenhauer
Para quem se interessar mais em Schopenhauer, ai vai um link interessante com os manuscritos originais, ilegíveis e naturalmente em Alemão, porém, extremamente atraentes.
http://www.hyperschopenhauer.org/navigate.php?page=base
Alécio Marinho de Brito Junior
terça-feira, 28 de outubro de 2008
NÃO ME DEIXE.... (Wagner Marins)

NÃO ME DEIXE perder a vontade de sonhar por dias melhores, onde o amor universal e a dignidade humana retomarão os seus lugares.
NÃO ME DEIXE pensar que amanhã não haverá mais a esperança ou que tudo estará no vazio de um caos avassaldor.
NÃO ME DEIXE desistir da idéia de um novo tempo, um tempo onde poderemos acreditar e conviver com a solidariedade.
NÃO ME DEIXE desesperar diante da desordem e da frieza humana perdida em si mesma por valores absurdos e inversos.
NÃO ME DEIXE acreditar que a nova ordem social implica que o homem deve ser desonesto e cruel com o seu semelhante.
NÃO ME DEIXE ver os abutres instalados no poder roubarem a dignidade do homem justo.
NÃO ME DEIXE sentir a angustia por ver milhares de crianças sujas sob o rolo compressor da exclusão social.
NÃO ME DEIXE ver a disparidade entre um homem que desfruta das riquezas e ostentação enquanto um outro não tem o que jantar.
NÃO ME DEIXE escrever amarguras e sim esperança.
NÃO ME DEIXE cair....
Wagner Marins, velho amigo virtual.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
O belo e o Sublime - Arthur Schopenhauer - Percepção ou insensatez?
A partir de um exame detalhado da Metafísica Shopenhauriana, entraremos no campo da ética, esclarecendo a negação da vontade de viver: o “querer-viver” é a raiz de todos os males do universo, de todo sofrimento humano e o fim ao qual tende a natureza. Entretanto, um dos modos para abordar essa “moral” é transpondo o Juízo Estético, ou seja, através da contemplação do Belo e do Sublime que atingimos a liberdade, a princípio enganosa e movida pelas paixões inconscientes, nunca saciadas. Enfim, é a busca para libertação dos efeitos deletérios do mal, inerente à existência humana.
"Através desse movimento o Gênio penetra a interioridade do mundo e nele descobre a quietude, a claridade e a serenidade da realidade ideal. Assim a contemplação da Arte, levará o sujeito a interromper o ciclo de carências e satisfações que expressam o sofrimento do mundo" ("O Mundo como Vontade e Representação", Livro III, Schopenhauer, A.).
A arte reproduz as idéias eternas apreendidas mediante essa pura contemplação, o essencial e permanente de todos os fenômenos do mundo, e conforme a matéria em que ela se reproduz, se constitui em artes plásticas, poesia ou musica. Sua única origem é o conhecimento das idéias, seu único objetivo é a comunicação deste conhecimento. Isso remete o sujeito a um sujeito destituído de Vontade, de dor, de temporalidade.
Essa contemplação Estética proporciona um conhecimento de certo modo mais direto e verdadeiro do que o conhecimento da ciência e do senso comum, pois esse conhecimento seria um conhecimento de uma representação não submetida ao principio de razão, ou seja, nem a causalidade que se refere aos fenômenos, nem as leis da lógica que regem o conhecimento racional.
Nesse sentido, o Juízo Estético busca na experiência contemplativa da arte, da música e da poesia um novo modo de conhecer o mundo e, de certa forma, demonstrar a crítica ao idealismo Alemão e ao logos científico.
Da norma do Gosto
A partir desses argumentos, analisaremos a tentativa de David Hume estabelecer um padrão de gosto para se verificar a beleza. Hume afirma que através da experiência, o sentimento está sempre certo, pois a verdade dele se prova automaticamente na própria consciência. Com isso teríamos uma variação infinita na analise do belo, já que diversos elementos fariam cada sociedade, em determinadas épocas, aprovar ou desaprovar algo. Portanto, Hume, faz-se necessário encontrar um Padrão de Gosto, uma regra capaz de conciliar as diversas opiniões dos homens, pelo menos, que seja uma decisão reconhecida aprovando uma opinião e condenando outra.
Esse gosto pode ser definido com um ato do espírito através do qual alguma coisa nos agrada ou desagrada. “É uma relação entre objeto e os órgãos ou faculdades do espírito”.
O que distancia do belo de Schopenhauer é que, Hume, considera a beleza não uma qualidade inerente das coisas, e sim uma beleza que existe no espírito que contempla. Cada espírito percebe uma beleza diferente, portanto, Hume, cria um principio da natural igualdade dos gostos, no qual, o fundamento é a experiência, com a pretensão de conduzir a estética vinculada ao movimento da ciência.
Para isso ele afirma a necessidade do indivíduo estar em “estado de saúde”, no qual uma perfeita serenidade do espírito, a concentração do pensamento e a devida atenção ao objeto se tornam indispensáveis para a contemplação do belo.
Para fundamentar suas afirmações, Hume, elucida algumas características básicas para se criar um sujeito capaz de experimentar o devido sentimento da beleza. Para isso é necessário que o espírito que observa deve abarcar uma delicadeza da imaginação, para que não julgue sem qualquer critério; em seguida, carecer de uma certa prática, ou seja, experiência, gerando uma crescente sensibilidade de analisar os objetos com mais exatidão e de forma sutil. Não julgando de forma confusa e obscura; Diz também, que é indispensável que o sujeito estabeleça comparações, calculando a proporção da beleza e não tornado as belezas frívolas como objeto de admiração; Conservar o espírito acima de preconceitos é outra característica ilustrada na construção do seu pensamento, no qual, o objetivo é fazer com que o sujeito afaste-se do ser individual e considere só o objeto submetido; Por fim, diz da necessidade de ser amparado pelo bom senso, no qual opera pela razão e é capaz de distinguir a beleza e seu desígnio pelo raciocínio. Assim Hume, estabelece critérios para a distinção da beleza e da deformidade.
Entretanto, devemos lavar em conta os fins, para julgar cada obra, pois toda obra de arte tem um “certo objetivo e deve ser considerada mais ou menos perfeita conforme seja mais ou menos capaz de atingir essa finalidade”. E importante também ressaltar que estamos lidando com o temperamento dos indivíduos, os costumes e opiniões das diferentes épocas.
No entanto, observamos um pensamento estético com o interesse ou influência, somente na prática em que se desenvolve, mas que se assemelha em certos pontos com a estética de Schopenhauer, principalmente no que diz respeito à questão moral. Nota-se uma forma, implícita, de unir a contemplação do Belo (tanto para Hume, quanto para Schopenhauer) com um exame ético, engendrando uma lei moral com princípios estéticos. O que observo nessas ultimas leituras sobre estética, talvez de forma ingênua, não é somente uma preocupação ou uma busca com o ideal do belo e sim um modo de entrar em princípios éticos. Criando um sujeito médio-intelectual capaz de contemplar a beleza de forma consciente.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Inesperado, desgosto e estupidez.
Já não sei mais o que ponderar
Já não tenho mais para onde navegar
Com meus olhos fechados experimento mais esperança do que o fulgor do mundo pode harmonizar.
Não sei se é amor.
Não sei se isso é vida.
Não sou marionete ou peixe de aquário.
Ora nas mãos do de um amor que não vem. (Aqui o amor não é uma afinidade entre dois corpos.)
Ora nas mãos de uma demência que reprimi minha fantasia.
Agora, deixa pra lá... Quero conviver com essa psicose.
Com a minha capacidade, com meus desejos e com minha agonia.
É um duelo entre a expectativa e a liberdade que me acorrenta.
Quero o mundo, quero você e quando acordar não quero nada.
Brindar a escuridão e parodiar nas tardes de sol.
Voar alto como a tal gaivota atrevida.
Dançar sozinho aquela musica.
Só quero acostumar com isso... Sem fronteiras entre o autêntico e o surreal.
Gritar até esgotar e entorpecer ouvindo aquela voz.
E quando despertar, no meu teatro de fantoches, só quero dizer com ternura pra vida: Foda-se.
Alécio Marinho de Brito Junior
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Era de subversão
Tem um dia em que almejamos o sucesso alheio. Outro em que permanecemos com olhar em nossa própria estrada.
Tem um dia em que oramos fervorosos por uma inspiração. Outro em que desprezamos Deus por motivos insuficientes.
Tem um dia em que rejeitamos existir. Outro em que despertamos esperançosos e fascinados pelo universo.
Tem um dia que amamos infinitamente e improvisamos diversos propósitos pra esse afeto. Outro em que somos tomados pela cólera e a inveja mirando destruir até o ar que respiramos.
Tem um dia em que tudo está sombrio. Outro em que o mundo é da cor de um pirulito de guri.
De pássaros verdes a abutres, nossos dias são de puro conflito com a natureza.
Sorria e chore, pois esse dia é breve e amanhã é um infinito de incertezas.
Admire o ódio da mesma maneira que o amor.
Aproveite a vivacidade das trevas, e a nitidez do paraíso.
Pois essa gangorra que é a existência acabará ainda nesse dia.
domingo, 29 de junho de 2008
Panorama Cinematográfico...
sábado, 28 de junho de 2008
Senhor da Ilusão
Oca de sensibilidade;
Amigos e isolamento;
Sorrisos e agonia;
Multidões e desgosto;
Solidão e desesperança;
Desejo voltar para casa;
A seguir cobiço o mundo outra vez;
Não existe espaço para min;
De saliente à assombração;
Astúcia e derrota;
Vida vulgar;
Como dizia um amigo:
Vida de sururu;
Cada sopro uma lástima;
Desejo e esperança... só na grafia;
Consternação do espírito;
Meramente disparate da espécie;
Que universo é esse?
É meu?
Substrato de aflição
Dor do mundo?
Ou minha?
deus pai:
Do luto;
Pois do amor;
É o Senhor:
Da Ilusão.
Alécio Marinho de Brito Junior
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Dica de leitura: "O mundo como vontade e representação" - Arthur Schopenhauer

domingo, 22 de junho de 2008
Crucifixio
Bin gekreuzigt am Pfahl der Liebe
Christis Blut in meinen Tränen
Sieh´ mich bitten
Oh, hör´ mein Flehen
Voller Liebe dich zu erleben
Vertrauensvoll mich dir ganz ergeben
Dieses Herz dir zu Füßen legen
Mein kleines Herz, willst du es nehmen ?
Sei mein Engel -
Sei meine Sünde
Sei meine Sonne -
Sei meine Sucht
Sei meine Muse -
Sei meine Lust
In dir verweilen - in dir verharren
Lieb mich - halt mich
Für immer führ mich in deine Welt - führ mich in dein Reich
In deine Aura
In deinen Geist
In deine Seele
In dein Fleisch
Schenk mir nunmehr deine SchmerzenLass uns teilen unser Leid
Lass uns teilen unsere Freuden
Sei mein Teil - Ich liebe dich
Lacrimosa
Composição: Tilo Wolff
sábado, 21 de junho de 2008
O AMOR PERMANECE
1Cor 13,13: "Assim o amor... permanece"
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A sublime arte de ser Feliz
O artigo publicado na Revista Época, de 22 de janeiro de 2007, com o título de “Como os grandes sábios podem nos ajudar a viver melhor”, de Paulo Nogueira, trata de uma questão discutida a mais de dois mil anos: A FELICIDADE. Essa busca por “ventura”, aqui, apropriando-se do pensamento de gigantes da filosofia, ilustra a simplicidade aplicada na vida, explicando que a felicidade está nas coisas pequenas, na capacidade de não sobrecarregar o espírito com coisas ordinárias e assim engendrando uma tranqüilidade da alma. Em outro momento, o autor, demonstra através de fragmentos filosóficos, que um outro caminho para a vida feliz é aceitar os erros, os tropeços, aprender a conviver com a realidade, viver de forma serena em relação à “tempestuosidade” do universo e do próprio “EU”. Em seguida, aponta que devemos cuidar do nosso próprio ser, desligando-se de caminhos tortuosos e assim ficar no comando do seu estado de espírito. Não se preocupar com o futuro de forma obsessiva. Outro caminho para a felicidade é saber enfrentar o medo da morte, pois sabemos que o fim ao qual tende tudo é o temido extermínio do ser e de tudo que está vivo, portanto devemos viver momentos virtuosos sem essa preocupação. O desprezo por esse esgotamento da vida ou a aceitação serve como paliativo para a inquietação natural e o medo.
Enfim, o texto em questão elucida a tentativa da filosofia de nos mostrar o caminho da felicidade ou de pelo menos parte dela. De forma clara e bem exemplificada, ficamos com a impressão que a felicidade está nas coisas simples, mas ao mesmo tempo é inalcançável. O gênio humano é tempestuoso e angustiante por essência, por isso a luta da filosofia em buscar a virtude e a felicidade. As paixões da alma demonstram desejos insaciáveis, e como já citado antes, toda essa busca é puro paliativo. Schopenhauer em uma de suas obras diz: “O mundo é minha representação”, a partir disso podemos dizer que a felicidade não é um bem comum, talvez, não possa nem ser discutida. Simplesmente a felicidade é individual e incompreensível quando questionada. Ela deve ser natural, concebida pela nossa própria representação.
Viver bem é estar bem com você mesmo, buscando dentro de si seu próprio “mundo das idéias” e naturalmente gerando uma auto-satisfação. E mesmo sabendo que a felicidade não é perpétua, pois o homem é ambicioso sentimentalmente, sempre estaremos esperançosos a procura dela. Esse encanto sempre tomará novas formas e novos anseios. Entretanto isso não significa que ela não perdure. A felicidade é puramente um objeto mutável em nosso intelecto. Por fim, mesmo com esse composto de argumentos, tanto com a palavra falada como a palavra escrita não nos diz absolutamente nada sobre a verdadeira felicidade, portanto, vamos somente viver esse sentimento.